Aula 10: Entrevista

Ainda permeando a atividade onde deveríamos escolher uma escola e realizar uma profunda análise em relação as taxas de rendimento, o professor solicitou que entrevistássemos alunos da escola escolhida a cerca do tema reprovação. Decidi realizar minha entrevista com uma aluna do 9º ano, da escola E.M. Expedicionário Aquino de Araújo e decidi focar nesta nela pela sua permanência na escola, apesar das reprovações, e pela sua idade.

Segue abaixo algumas das perguntas que fiz.

Quantos anos você tem?

21 anos.

Quantas vezes você já ficou reprovado(a)?

Algumas. Já nem lembro todas (às vezes).

Como você se sentiu da primeira vez?

Preocupada, mas eu sabia que isso podia acontecer. Quando foi acontecendo de novo eu já fui acostumando. Eu tenho alguma coisa que faz ser difícil aprender, eu sentia isso e depois me disseram.

E os seus pais, como se sentiram?

Minha mãe ficou triste na primeira vez, mas acostumou depois. Ela sabe dos meus problemas.

Fizeram alguma coisa pra te ajudar – a escola e sua família, por exemplo?

Minha mãe ficou dizendo pra eu estudar mais, pegou no meu pé, só que não teve muito jeito, eu sou assim mesmo. Na escola também chegaram a me ajudar mas depois da segunda vez acho que começaram a cansar, mas os professores gostam de mim, sabem que não faço por querer.

A aluna entrevistada, que chamarei de A., relatou em conversas prévias que começou a estudar já “grande”, ou seja, começou seus estudos com idade já avançada e por conta disso sempre estudou com pessoas mais novas que ela. Disse também que apesar de estranho ser sempre a mais velha, acabou se adaptando.

Foi possível perceber que apesar de todos os esforços, a aluna chamou pra si a responsabilidade dos seus fracassos e todos ao seu redor parecem ter abraçado a ideia junto com ela.

Como A. relatou, os professores demostravam um bom relacionamento com a aluna e se existe realmente algum problema cognitivo com a mesma, por hora, ele parece ter sido deixado de lado. Ao fim da nossa conversa, A. revelou que enquanto puder continuar indo a escola, ela irá, porque de acordo com ela “Mesmo que seja difícil pra mim, prefiro ficar aqui do que em casa. Conheço todo mundo na escola, gosto dos meus amigos e sinto que apesar das minhas dificuldades, todo mundo também gosta de mim!”.

Até o próximo post,
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Aula 9: Desigualdades Escolares e Desigualdades Sociais

A atividade proposta pelo professor Ivan consistia em analisar duas imagens – a da esquerda com um grande “SOS” e uma tirinha da Mafalda, logo abaixo – e a partir delas fazer algumas considerações acerca da realidade da escola pública.

Minha última experiência de estágio, no fim desse ano, me deixou frente a frente com a realidade apresentada nas figuras e a futura entrevista que irei postar aqui, muito tem haver com esse pedido de ajuda gigantesco no quadro da primeira figura. Encontramos alunos dispostos nas escolas, mas que estão frequentemente entediados e fatigados de ouvir as mesmas coisas. Tudo isso porque encontramos professores cansados e sem suporte adequado para dar conta de suas turmas.

A realidade que encontrei na escola em que estive realizando o estágio de gestão, enfrentou uma série de reuniões onde a gestão chegou a conclusão de que iria retomar as atividades com as turmas de séries iniciais pois além da evasão, poucos alunos vinham se matriculando na escola. E apesar de ser mais fácil lecionar em uma turma com poucos alunos, a reclamação constante dos professores e dos alunos era em relação ao conteúdo – que mesmo nos momentos de dificuldade, conseguia ser passado rapidamente. Percebi professores sem saber o que fazer e notei que alguns apresentavam atividades sem reflexão futura, apenas para preencher lacunas. Enquanto alguns alunos enfrentavam a “simpatia comercial”, declarada por Manolito na tirinha, outros desistiam no meio do percurso ou perdiam o gosto de continuar.

Uma gestão mais participativa, uma união maior por parte da classe docente e a troca entre professores – contribuindo então para a interdisciplinaridade – ajuda a modificar esse cenário que encontramos onde todos clamam por ajuda e pouco acontece. Iniciativas individuais não compensam e um coletivo forte ajuda a modificar esse cenário. Trabalhar as diferenças em prol do coletivo deve ser o norte das questões escolares, dessa forma todos vencem: alunos, professores… acima de tudo, a escola ganha como um todo!

Até o próximo post,
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Aulas 6 e 7: Taxas de Rendimento

Uma das propostas de atividade idealizada pelo professor Ivan pedia que analisássemos as taxas de rendimento em uma escola pública do município de Duque de Caxias.

A escola escolhida para realizar a análise foi a  E.M. Expedicionário Aquino de Araújo. Mas antes de analisar os resultados da escola, algumas considerações precisaram ser feitas, como a questão da educação na cidade, que é digna de muitos questionamentos.

Com a fama de possuir um dos melhores salários do estado, para professores da rede pública, logo somos induzidos a pensar que tal quantia se reflete na qualidade do ensino provido. E sim, apesar de encontramos casos excepcionais, como o da escola Barro Branco – utilizada como exemplo durante discussões feitas em sala, no geral nos deparamos com um número que apesar de satisfatório, precisa ser estudado com atenção.

Analisando os dados do site QEdu, que traz gráficos e os números dos resultados das avaliações nacionais e do município, podemos perceber, estatisticamente, como anda a educação de Duque de Caxias.

Em relação a escola escolhida, ao buscar os números de 2010 à 2013 – os anos disponibilizados pelo site, conseguimos notar algo semelhante em todos eles: o grande índice de reprovação pós anos inicias e a crescente evasão escolar durante os anos finais (ensino médio). Os altos índices de aprovação nos primeiros anos nos confortam, porém confrontam com os anos seguintes. A aprovação automática, aliada aos anos iniciais, nos dá a ilusão de que tudo vai bem. Mas e quando avançamos e percebemos que muitos alunos ficaram retidos nos anos seguintes? Esses alunos entram nas estatísticas futuras nos índices de reprovação e conforme os anos passam e a dificuldade aumenta, a reprovação se transforma em evasão.

Esses números nos trazem questionamentos perante as ações tomadas pelas escolas quanto a esses alunos que não conseguiram reter o conteúdo necessário para permanecerem avançando no ensino. A partir desse ponto precisamos começar a questionar: quais medidas precisam ser tomadas para evitar uma reprovação consecutiva? O que fazer para garantir que mesmo perante a um resultado negativo, o aluno permaneça na escola e se empenhe a fim de alcançar resultados positivos? E o abandono escolar por parte dos adolescentes, que deveriam estar frequentando o ensino médio, mas desistem no meio do caminho? O que esses alunos decidem fazer? Como trazê-los de volta? Os números revelam a realidade, nos mostram alguma coisa. Mas enquanto eles não forem levados a sério e continuarem sendo estatística, tudo será apenas um grande apunhado de resultados. É preciso analisar, (tentar) interpretar e buscar alternativas em torno do que foi quantificado.

Os questionamentos foram trazidos para promover uma reflexão e no próximo post, vou trazer um PPP resumindo os dados coletados.

Até o próximo post,

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Aula 5: PPP

O título do post já revela o tema que a turma vai debater no encontro de amanhã, dia 22/10/14!

Pesquisando vídeos sobre o assunto, encontrei uma entrevista com a própria Ilma Passos – a autora do texto que vamos discutir (Projeto Político-Pedagógico da Escola: Uma construção coletiva), falando sobre o assunto.

Pra quem prefere ver/ouvir do que ler, uma boa alternativa 🙂

Ela começa a entrevista contando um pouco sobre a sua trajetória na área de educação e como se interessou pela questão do PPP. Para aqueles que são interessados no assunto e pro pessoal da turma – já que estamos falando sobre o assunto, vale muito a pena apertar o play!

Volto amanhã mesmo – ou depois de amanhã, pra trazer as reflexões feitas em sala e falar um pouco sobre o que rolou. Abaixo vocês vão encontrar as três partes da entrevista com Ilma! Ao todo são 53 minutos (e 13 segundinhos) de vídeo.

ATUALIZAÇÃO (04/11/14)

A aula do dia 22/10 teve ares de debate político, mas ao invés da candidatos, a turma se dividiu em dois grupos e cada grupo precisava trazer algo sobre o texto, indagando o grupo oponente sobre o trecho escolhido.

O ponto forte sobre a discussão acerca do PPP, ao meu ver, foi a possibilidade de ouvir sobre situações reais e opiniões divergentes sobre o assunto chave, como por exemplo a questão da gestão democrática e participativa.

Através de relatos de amigos e de experiência própria por conta dos estágios, pude notar que a gestão democrática tende a funcionar melhor em escolas de âmbito público, mas graças a esse momento de troca, pude ouvir a opinião contrária (e o depoimento) de uma colega de classe que vivência a experiência em questão numa escola privada – algo que ainda não tinha acontecido. Esses momentos servem pra que a auto-reflexão venha a tona e me deixe atenta ao fato de que apesar de já ter visto e ouvido um bocado de coisas, ainda preciso de muito mais tempo pra ver os dois lados da moeda.

Esse foi o ponto chave e norteador da discussão que participei, e caso algum colega de classe passe por aqui, me diz ai nos comentários o que você achou e as suas considerações sobre o debate em sala!

Até o próximo post,
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Aula 4: Análise e resumo do texto de Alfredina Nery

Atividade prevista pelo planejamento do professor Ivan, nesta quarta-feira, meu grupo apresentou um pequeno resumo e análise do texto que nos foi destinado.

O texto Modalidades Organizativas do Trabalho Pedagógico – Uma Possibilidade (que se inicia na página 109), de Alfredina Nery, faz parte do documento do MEC “Ensino fundamental de nove anos: Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade”.

Com o intuito de interligar todas as discussões propostas nos textos que o antecedem, o foco principal desta leitura nos trazia questões importantes e necessárias sobre o planejamento escolar e como ele acontece/deveria acontecer.

Caso alguém da turma tenha perdido a nossa apresentação e/ou gostaria de poder acessar nossos slides para futuras consultas, o mesmo se encontra anexado a este post, logo abaixo 🙂

Até o próximo post,
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Aula 3: Claudia Lino

Na última aula, a convite do professor, a profa. Msc. Claudia Lino, Orientadora Pedagógica da SME – Duque de Caxias, esteve conosco trazendo para a turma um pouco sobre a organização pedagógica e a formação profissional dos professores que atuam no segundo segmento, baseada em sua experiência ao longo dos anos na área.

A apresentação mostrou algo que já vem sido debatido em sala – apesar desta aula ter sido meu primeiro contato com a turma por conta do SAID! -: como vem acontecendo essa formação, como ela é estruturada e como ela funciona.

De maneira sistêmica e simples, Claudia deixou claro a proposta de ensino no formato “Ciclo” e trouxe questionamentos pertinentes para a turma.

Letramento, alfabetização, ciclo, rotina… Essas foram as palavras-chaves e os pilares de sua apresentação, que fundamentava e confirmava toda a sua proposta enquanto professora e orientadora.

Apresentação totalmente entrelaçada com os debates futuros! Não é a toa que ela estava lá conosco…

De forma casual, a conversa com Claudia fluiu e facilitou o entendimento de questões que possivelmente são difíceis de entender quando ainda não se está em sala de aula, mas se estuda sobre o assunto – uma condição compartilhada por alguns alunos ali presentes.

Pra concluir este post, deixo uma foto do início da apresentação – que aconteceu na última quarta-feira, dia 8 de Outubro.

Claudia em ação!

Claudia em ação!

Até a próxima,
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